terça-feira, 29 de agosto de 2006

Ready to go...?



segunda-feira, 28 de agosto de 2006

Agosto, Agostinho, Surf, Surfinho

Já está, o agosto para mim já passou, quando voltar à praia já será setembro!
Espero que setembro marque o regresso das ondas a S. Torpes, já que este mês de agosto creio que não apanhei mais do que 20 ondas junto ao molhe, somadas as 2 ou 3 vezes em que eu e a prancha partilhámos o liquído quente daquela praia. Para quem lá esteve todos os fins de semana do mês e ainda 15 dias em férias, é pouco, muito pouco.
Bem, de qualquer forma, agosto foi ainda assim um mês com algumas surfadas, mais descontraídas na maior parte dos casos, sobretudo na 2ª quinzena, porque estive de férias, e claro, porque nessa altura a 2ª feira não exercia a pressão que normalmente me faz estar dentro de água mais tempo do que a força nos braços aconselha... "é só mais uma!".
Agosto foi sobretudo mês de Aivados, mas também de Malhão e até de uma entrada inédita na Lagoa... e foi também um mês dedicado à família e aos amigos menos surfistas, mais nocturnos... para aproveitar da melhor maneira a falta de ondas!
De qualquer forma, a imagem que me fica deste mês é de um mar de gente a banhos junto ao molhe, ondas em número igual aos nudistas nessa praia... e, por outro lado, praias fantásticas e quase desertas a serem por mim bem aproveitadas, sem ondas é certo, mas com os amigos e a família como excelente companhia.
A verdade é que olhando para trás não surfei tanto quanto gostaria nestas férias, mas fiz outras coisas e aproveitei bem. Há tempo para tudo.
A ausência de surf neste mês concidiu também com a ausência de escrita neste espaço (este é o primeiro post do mês cá do Titi), provavelmente uma coisa tem que ver com a outra...
Parece que as previsões apontam para umas ondas em S. Torpes neste fim de semana, conto estar lá para ver e aproveitar caso se confirme, assim como relatar aqui depois o que me vier à cabeça!
Para finalizar, e porque o incentivo para escrever também veio desse lado, registo com enorme orgulho a evolução do surf da Rache, apoiada numa enorme força de vontade e puro prazer nas ondas. Seguramente não faltará muito para a ver a dominar o pico!

domingo, 27 de agosto de 2006

Fim de Férias

Fim de férias!

Hoje terminou a jornada dos mais de 15 dias sem trabalhar, de praia, diversão e como dizia no post que iniciou as minhas férias, de aprendizagem e dedicação.

De facto foi um verão diferente, menos saídas à noite, mais praia de manhã, e sobretudo uma busca constante de ondas para surfar. Várias vezes rezei aos santos para que terminasse o Agosto e viessem os meses seguintes, com menos banhistas e sobretudo mais ondas... Apesar de não ter sido fácil encontrá-las neste mês "flat", ainda consegui ultrapassar a má experiência que tinha tido no malhão, e conhecer o mar dos aivados com umas ondinhas muito fixes!

Ironia do destino, hoje, ultimo dia de férias, saio de casa já tarde e encontro-me com o meu vizinho que dá aulas na escolinha, que me diz que em S. Torpes está zero. Peguei na trouxa e rumei à Lagoa para fazer um dia de praia normal...queimar os ultimos cartuxos de banhos e passeios em biquini!!! Ao mesmo tempo que se faz um balanço de tudo o que fizemos durante este periodo, de todas as ondas que apanhámos...e quando damos por nós estamos nostálgicos e a pensar numa desculpa para dar já amanhã, e não ir trabalhar...foi assim que me senti quando deixei a lagoa atrás de mim e entrei no carro, mentalizada que amanhã, depois de mais de 15 dias, acordaria cedo, mas não era para surfar!

Ironia do destino, hoje, ultimo dia de férias, quando entro no carro mentalizada que amanhã, depois de mais de 15 dias, acordaria cedo, mas não era para surfar, recebo uma mensagem do meu professor: "Altas"!!! Foi o suficiente para que os meus olhos brilhassem, o meu sorriso se perdesse no meu rosto e todos os pensamentos nostálgicos que me preencheram a tarde, fugissem para longe, muito para lá do outside!

Peguei na prancha e fui até S.Torpes! Mar clássico...Esquerdas fantásticas e um por do sol inesquecivel, a desaparecer, lentamente por detrás do molho, como que a dizer-me até amanhã...Com algumas ajudas do professor, fiz as ondas suficientes para poder surfá-las por aqueles que não estiveram lá, mas que me acompanharam na evolução, dedicação e partilha ao longo destas férias! Este dia foi também para vocês!

Ironia do destino, hoje, ultimo dia de férias, consegui esquecer que amanhã é dia de trabalho, consegui voltar para casa deixando a nostalgia algures no infinito, consegui estar aqui até agora, com um sorriso nos lábios a pensar mais uma vez que é estupidamente simples ser feliz!!!

Foi de facto um Verão diferente...

Sun Tzu@Aivados 2006


Apesar de ainda não teres aceite o nosso convite, aqui fica o registo de um dos muitos verões que iremos partilhar, algures, entre uma onda e outra!

terça-feira, 8 de agosto de 2006

Sensações

Sexta-feira passada recebi o telefonema do Hélio a dizer que tinha a minha prancha pronta! A minha nova prancha....a minha primeira prancha! Fiquei tão contente que mal consegui trabalhar o resto da tarde, só a pensar em ir buscá-la e sobretudo experimentá-la!

Chegou esse momento e lá me deparei com aquela tábua, grande e cor de laranja, a dizer comigo, nada de flores, nada de "meninices", um desenho abstrato, forte, laranja, muito muito giro! Levei-a dali directamente para S.Torpes, o mar estava perfeito para a experimentar...

Fiz poucas ondas, mas soube-me muito bem, estar ali, agora com a minha prancha, partilhá-la com o mar...sensação única...

Sábado combinei ir cedo com o Titi, não consegui ir tão cedo como ele, e quando cheguei à praia, por volta das oito, deparei-me com um cenário fantástico! Apenas eu, o mar e meia dúzia de pessoas que não fazendo surf, gostam de aproveitar o dia logo pela manhã. A areia ainda estava lisa, sem nenhuma pista de violação humana!

Seria a primeira vez que iria entrar sozinha, o mar estava muito pequeno (talvez por isso tenha entrado), mas tinha apenas duas alternativas: ou me ia embora, frustrada por nada ter acontecido, ou aproveitaria aquele momento, tinha fato, prancha, e o mar só para mim, apesar das poucas ondas existentes...entrei...curti...e saí com sensação de dever cumprido! Fui para Lisboa ainda mais feliz!

Amanhã entro de férias....Será certamente um Verão diferente! Recheado de bons momentos! Constante aprendizagem e dedicação...

Boas férias, boas ondas, boa vida!

segunda-feira, 31 de julho de 2006

Pranchas vs Evolução

Alta prancha que experimentei ontem de manhã, a nova "arma" do Brunito é mesma uma máquina.
Parecia que me tinha dado um click e de repente, um salto na evolução. Apanhei mais ondas do que se fosse com a minha em condições semelhantes, logo na 1ª vez que surfei com a prancha, sem habituação. Boa velocidade, muito manobrável e sem perder em flutuação, quando comparada com a minha.
De tal forma que não resisti a voltar a surfar com ela ao final do dia, e ainda bem que o fiz, altas ondas, em condições não tão boas como de manhã... mas com uma excelente aliada!
Incrível como a comparação nos pode, de repente, fazer ver as coisas de uma perspectiva bem diferente...
Mais uma lição, tal como é importante experimentar praias, mares e ondas novas, também é importante experimentar outras pranchas, outras linhas, outras "magias".
De resto, mais um dia para recordar, no album sálgado da nossa existência.
Uma matinal muito boa, com a praia só para mim e para o Bruno, como que um presente da natureza a dizer, tomem lá, o esforço compensa.
A meio do dia uma surfada com a malta quase toda, sempre divertido.
E, para fechar em grande, um final de tarde com a Rache (e a prancha do Bruno...), com umas ondinhas engraçadas, para cada um de nós poder dizer adeus ao sol e obrigado ao mar!
Quando cheguei a casa, cansado, quase exausto, mas completamente nas nuvens, revi mentalmente um dia em que entrei na água às 08.30h com o Bruno e por outro lado saí às 21.00h com a Raquel. De manhã fomos os primeiros a entrar e surfar aquele mar de verão, pequeno, quente e glass, antes de se levantar vento. À tarde (quase noite), com menos ondas, menos tamanho e com algum vento, não fomos mesmo os últimos porque ainda lá ficou pelo menos 1, mas por pouco tempo, porque já com o sol posto sobravam poucos minutos de claridade.
Foi um dia lindo! Ondas, sol, amigos, mar quente... chega a ser simples demais sorrir de felicidade ao final de cada dia!

terça-feira, 25 de julho de 2006

Obrigado Natureza!

Sábado:
11.00h, S. Torpes, flat.
11.30h, Aivados, vento e mar desordenado.
12.00h, Malhão, vento e mar desordenado.
12.30h, L-point, maré já muito cheia.
Após 100 km`s e vários picos checados, há que voltar para casa, resignados (eu e kabrita), até porque as previsões não eram de facto as melhores. Parte boa da coisa, sobrou muito tempo para estar o resto do dia com a família!
Apesar de tudo, ainda tentei ao fim do dia à porta de casa...
20.00h, Vacaria, muito vento e o mar num caos.
Resumo do dia, alguns km`s, muita Joana e descanso qb.

Domingo:
09.00h, Vacaria, 1m, a fechar ligeiramente, mas com altos drops e com 1h30 de pura adrenalina!
12.00h, S. Torpes, 0,5m, sets maiores, algum vento, esquerdas e direitas para o crowd curtir, eu mais para as esquerdas, boas, durante 2h, com muita gente, mas quase todos amigos, muito divertido! Sol, água quente, creme na cara e surfar de licra e calções, viva o verão!!!
17.00h, S. Torpes, mais direitas do que esquerdas e sobretudo o vento a fazer das suas, mais 1h com amigos, mas com menos ondas, ainda assim a valer a pena, ainda assim de calções!!!
Resumo do dia, muito surf, sol e um sorriso enorme na cara que vale por todo o fim de semana e que provavelmente vai durar mais alguns dias...

Obrigado Natureza por compensares em dobro num dia o que não nos deste no dia anterior!

quinta-feira, 20 de julho de 2006

(Re)encontro!


Quando fiz cinco anos o meu avô ofereceu-me a minha primeira bicicleta. Na altura nunca tinha andado, era um grande desafio. Comecei por ter duas rodinhas de apoio, uma rodinha apenas, a mão do meu pai a apoiar depois de ter tirado as rodinhas…uma evolução constante. Há uns anos atrás, após ausência total de andar de bicicleta voltei a fazê-lo sem problemas.
.....
Depois de algumas semanas sem surfar, devido a constrangimentos de trabalho e até de alguma falta de animo, depois de uma experiência menos boa no Malhão, voltei à praia, voltei a surfar…e saí da água muito feliz. Fiz duas direitas muito boas...Afinal o ditado aplicava-se…algumas coisas na vida são como andar de bicicleta (apesar de, para mim, não haver termo de comparação entre uma e outra).

O mar estava excelente. Condições perfeitas para uma novata como eu.
Ás vezes esqueço-me que tenho poucos meses de surf, e que tal como andar de bicicleta, levamos algum tempo para aprender, para evoluir, para fazer as manobras mais complicadas, nunca esquecendo o que já aprendemos antes. É preciso é ter vontade e aproveitar o que a vida nos dá…Uma imensidão de mar, a sorrir para nós todos os dias, pronto para ser invadido pela nossa vontade de o abraçar!

Ontem saí muito feliz (tendo em conta os dois únicos estados de espírito que nos invadem depois de surfar)! É reconfortante, olhar para o lado e ver o molho ao pé de nós, depois de ter feito duas ou três ondas muito boas!

S. Torpes tem de facto aquele brilho!!

segunda-feira, 17 de julho de 2006

Altas!!!

E a certeza de que é estupidamente simples ser feliz!!!

terça-feira, 11 de julho de 2006

Vacaria power

em complemento ao post de 03/07/06

segunda-feira, 10 de julho de 2006

S. Torpes classic














Pura magia...

Destino

Eu acredito que cada um de nós pode, na maioria das vezes, traçar o seu próprio destino. Acredito que desde que nos esforcemos muito e da forma correcta, as coisas acabam por acontecer a nosso favor. Nem sempre é assim, óbviamente, provavelmente porque por vezes não nos esforçámos o suficiente, ou porque não nos esforçámos da melhor forma. Ou então, pura e simplesmente, porque de facto, em algumas situações, o esforço só por si não é suficiente, e nesses casos, por muito que nos esforcemos e desejemos, não depende de facto só de nós.
A semana passada, por exemplo, foi vivida por mim desde 2ª feira com a preocupação constante sobre a forma que havia de arranjar para surfar no fim de semana, entre afazeres e compromissos vários. Após alguma habilidade a arquitectar a melhor forma de conjugar tudo, foi necessário também um grande esforço para me conseguir levantar ontem pelas 06.30h, um domingo... sobretudo depois de nas últimas 3 noites ter dormido muito pouco, com despedida de solteiro e casamento pelo meio. A verdade no entanto é que, apesar das dificuldades, consegui fazer o que queria, meti-me no carro com o Bruno, ainda ensonados saímos de Lisboa directo ao Alentejo, apanhámos as pranchas em S. André, fomos checar a Vacaria e S. Torpes, e acabámos por entrar primeiro no Malhão e depois nos Aivados, dadas as más condições dos points anteriores. Pelas 4 da tarde já estava de volta a Lisboa e a casa, quase a adormecer com o cansaço, mas bastante satisfeito com a surfada, e a postos para cumprir com as obrigações familiares...
São estas situações, em que fazemos quase 400 km`s, mal dormimos, ficamos todos estoirados, mas atingimos o nosso objectivo, que me levam a pensar que podemos, na maioria dos casos, definir o nosso próprio caminho.
Hoje lembrei-me de escrever sobre este tema porque ultimamente desejo muito uma coisa, que é de difícil concretização, mas para a qual creio que me esforcei muito. No entanto, neste caso em concreto, o "destino" não depende de facto só de mim, e de momento resta-me esperar para saber a decisão, pois a mesma já está tomada, só que ainda não é conhecida...
Esta espera, esta indecisão, e sobretudo o facto de não poder fazer nada neste momento, de não me poder esforçar, deixam-me frustrado e ansioso pela notícia, um pouco como quando olhamos para as previsões a meio da semana e pensamos, "talvez dê, vamos esperar para ver", e temos que aguardar por sábado de manhã para olhar para o mar e confirmar, a alegria de ver linhas a formarem-se no horizonte, ou a desilusão do mar liso e calmo.
Escrevo pois para ajudar à espera por "sábado de manhã", desejando que o mesmo me traga "linhas no horizonte", as quais, de consciência tranquila pelo esforço realizado, acredito que sejam bem merecidas!

segunda-feira, 3 de julho de 2006

Sun Tzu Catarinus

Seja bem vindo!
Espero divertir-me tanto a ler os teus textos como me divirto a surfar na tua companhia!
Altas ondas ontem! A ver se para a próxima a Raquelita também entra e o Artur saca umas fotos à malta.
Este blog precisa de mais imagens! Temos de por o Artur a trabalhar... e não só!!!

Descobertas

Este fim de semana voltei ao Alentejo, ao mar, às ondas e a amigos... a mim. Depois de quinze longos dias de ausência do mar, no sábado de manhã as ondas do Malhão refrescaram-me a alma, e também o corpo, depois da longa caminhada pela duna com o longboard e o fato às costas, na companhia do João. Estava pequeno, mas divertido, e eu, como quase sempre depois de períodos mais ou menos longos de afastamento, estava mesmo com muita vontade, o que faz com que me pareça muitas vezes melhor do que na realidade está. Ao João também pareceu e apanhámos umas. Após quase duas horas estava cansado e satisfeito, pelo que regressei a casa, a tempo de ver o jogo da selecção, adeus bifes, acompanhado de salada de polvo, pica pau e imperiais. Pelo caminho, ou seja no Malhão, ficaram 2 floaters, acho que os primeiros a sério que fiz na vida, e várias direitas engraçadas, foi bom, muito bom!
No domingo, cansado pela surfada da véspera e também por não ter dormido muito, acordo e sou novamente confrontado com a total ausência de ondas em S. Torpes, já esperada, mas nem por isso simpática. A vontade de fazer 100 km`s, ida e volta, até ao Malhão não era muita, além de que havia a duna, mas enfim, se queria surfar, e queria de facto, teria mesmo de ser...
Antes de nos fazermos à estrada, eu, o João, e agora também o Bruno, sugeri irmos espreitar a Vacaria, a praia mais perto de casa e onde eu nunca antes tinha pensado surfar... porque raramente dá ondas e quando dá, bem.... pode-se partir pranchas... sobretudo longboards de malta afoita mas pouco experiente...
Só que me lembrei da conversa na noite anterior sobre altas ondas apanhadas em tempos na Lagoa e na Vacaria por uns amigos comuns, que falaram das probabilidades de dar umas de maré vazia no domingo... como estava pequeno mais a sul, podia ser que...
Ao João e ao Bruno também não lhes apeteciam muito os km`s e a duna, pelo que lá fomos espreitar, a menos de 5m de casa, uma praia improvável de surfar... até ontem!!!
Quando chegámos a maré ainda estava a descer, e a nossa primeira impressão foi a de que não ia haver nada. Só que, estando ali, ainda por cima tão perto de casa, se calhar valia a pena esperar uma ou duas horas que a maré baixasse toda e trouxesse as tão desejadas ondas... é que ondulação havia, mas de facto rebentava muito em cima da areia e tudo a fechar... e assim foi, ficámos, de malas e bagagens, que é como quem diz, fatos, pranchas, crianças, baldes, pás, chapéus...
A espera não foi longa, a qualidade do tempo passado com a Joana e a Inês assim fizeram parecer, os sorrisos naquelas caras, e o cansaço tranquilo à ida para casa, denunciavam nas duas felicidade, sono e fome... Após umas corridas a fugir das ondas e uns quantos castelos na areia, lá foram as duas para casa com a Mrs. Catarino, que muito provavelmente terá pressentido a nossa ansiedade crescente "algumas daquelas já davam"... tacto e sensibilidade no feminino...
E assim foi, sem muitas certezas, mas com fé e vontade de ver se ia dar, que entrámos os 3. De início só queríamos fazer uma, dizíamos uns aos outros "se fizer uma já fico contente..." O João apanhou a primeira, uma direita, pequenina, mas que deu para perdermos o resto dos receios e começar a apanhá-las como se fosse em... S. Torpes! Mas não era, nem de longe nem de perto... mais curta, mais rápida, mais forte e mais vertical, apesar de estar pouco mais de meio metro com alguns sets maiores, esta é uma onda cascuda, mais poderosa. Mas muito boa também!!!
Passados uns minutos já os três estavámos com um grande sorriso na cara, surpresos pela nossa própria prestação e entusiasmados com o potencial do local em dias melhores, sim, porque apesar de dar umas, se a maré descer mais, com a ondulação a entrar menos a direito...
Só saí em definitivo da água quando já não podia mais, cansado, mas bastante entusiasmado com a força da onda e com o drop muito rápido.
Ainda agora tenho o sorriso estúpido na cara, que ontem todos sabiam do que era, mas que hoje quase ninguém percebe...
É o sorriso da felicidade, da simplicidade das coisas boas da vida, da superação, do respeito pela natureza e é também o sorriso da descoberta!
A partir de agora, muitas mais vezes espreitarei o mar ao pé de casa, antes de partir para outros locais que tanto gosto também de visitar!

quarta-feira, 28 de junho de 2006

Presos pelo tempo... ou por nós próprios?


Para a esmagadora maioria dos meus amigos, façam ou não surf, os dias de semana, entre 2ª e 6ª feira, são apenas o intervalo entre 2 fins de semana. É durante o fim de semana que realmente as pessoas se sentem mais vivas, fazem o que mais gostam, e actuam mais de acordo com a sua própria personalidade, o que, naturalmente, faz com que se sintam mais livres, despreocupadas e felizes. Creio que é por isso que gostamos mais do fim de semana do que dos restantes dias, começando a ficar ligeiramente deprimidos quando o domingo se aproxima das 5 da tarde... Eu também costumo "sofrer" com esta realidade, passando normalmente a semana toda à espera do fim de semana... E creio que "sofro" mais, porque à 2ª feira tenho a tendência, talvez masoquista, eu sei, de assim que chego ao escritório, ir à net ver como está o mar, e não resistir a olhar para sábado, mesmo sabendo que "ainda é cedo para previsões", como acertadamente diz um grande amigo meu. Toda esta realidade contribui seguramente para aumentar a ansiedade com que todos vamos vivendo de 2ª a 6ª, e aposto que este cenário não é de todo inocente quando se fala em stress...
Vem tudo isto a propósito de um e-mail que recebi esta semana sobre o Dalai Lama e de uma conversa que hoje tive com uma amiga, também surfista, mas que esta semana está bastante stressada, apesar de viver perto do mar, apesar de poder ver e absorver a sua energia quase todos os dias. Para mim a energia do mar é realmente muito tranquilizante, não só porque me acalma, mas também porque me permite "ver" com maior lúcidez, o que frequentemente me ajuda a tomar decisões que, julgo eu, são mais acertadas para a minha vida, tanto pessoal como profissional. Junto do mar tudo me parece bem menos complicado, é como se eu próprio tivesse outra energia, outra capacidade para enfrentar o dia a dia, mesmo quando não há ondas, mesmo quando só ficamos a olhar para a sua estática aparente. É sempre mais fácil dar conselhos do que enfrentar as nossas próprias dificuldades, mas de qualquer forma, isso não quer dizer que não se possa dar conselhos... O meu conselho para ti SurfistaPrateada, é... vai ver o mar! Já agora, se puderes, antes de ires dá uma vista de olhos no que diz o Dalai Lama.

terça-feira, 27 de junho de 2006

Os amigos e o Surf

Os bons e verdadeiros amigos são como o surf: podemos demorar algum tempo até o encontrarmos ou conhecermos, mas uma vez que isso acontece, fará parte da nossa vida para sempre!!!
Parabéns amigo!

quinta-feira, 22 de junho de 2006

Estados de Espírito

Existem apenas duas formas possíveis de sair do mar depois de uma surfada:
Feliz ou Muito Feliz!!!

O metro, o metrinho e o metrão

Apesar das previsões anunciarem ondas “grandinhas”, resolvi ir à praia na mesma, apesar de ser pouco experiente na matéria do surf e da ondulação. Os “meus responsáveis” ensinaram-me que um verdadeiro surfista deve sempre ir à praia, nem que seja para olhar o mar.

Tenho o privilégio de sair do trabalho e estar na praia em cinco minutos…Litoral Alentejano…tem destas coisas! Olhei o mar e achei por bem não entrar…Para mim merecia respeito e pensei que fosse mais proveitoso admirá-lo do que usufrui-lo! Mas por insistência do meu professor, que me colocou no sitio certo e me deu as indicações correctas, lá fui…”Está metro…metrão…”

Não percebo (ainda) porque é que todos os surfistas têm como referência apenas o "1 metro". Estava metrão…Não seria mais fácil dizermos a medida mais ou menos exacta?! Até porque, quando realmente faço umas ondas, que para mim até são significativas, falam-me em metrinho… :(

Mas tenho que me convencer que a medida de grandeza de um surfista é esta mesmo, pelo que o meu objectivo, assim sendo, será de facto surfar um “metrão”… a ver vamos…

quarta-feira, 21 de junho de 2006

O Surf e o resto

Começo a escrever 1 hora antes do início do Portugal - México de hoje. Desde manhã que não se houve outra coisa, as notícias na rádio, os comentários matutinos dos colegas, até as cores que algumas colegas hoje trazem, aludindo claramente à sua repentina devoção patriótica, tudo, mas tudo, passando pelo restaurante habitualmente cheio à 1h da tarde, e que hoje, estranhamente está vazio, seguramente muita gente irá "almoçar" mais tarde... enfim, o jogo de facto domina as atenções e o país parece que vai parar, ou pelo menos abrandar. Pessoalmente, e com muita pena, não poderei ver o jogo, é certo que por razões bem mais importantes que as profissionais, pois vou com a minha filha ao médico. Mas a verdade é que tanto amor patriótico repentino, que nasceu com o Euro e com Scolari, honra lhes seja feita, deveria ser aproveitado para acções que contribuíssem mais para o país do que, simplesmente, beber cerveja e fazer gazeta ao trabalho... com toda esta loucura, com todas as conversa a girar à volta deste tema, eu, durante a hora de almoço, lembrei-me de como seria bom dar um pulo até à praia durante a hora do jogo, para aproveitar a loucura instalada e dar uma surfada descontraída e sem crowd... pois é... depois acordei desse sonho... porque muito provavelmente não haveria tão pouco crowd assim, seguramente haverá alguns loucos, que o são todos os dias, não apenas em dia de jogo, e que frequentemente abandonam as rotinas e os circuitos "normais" para dar azo à sua insanidade e patriotismo surfando as ondas portuguesas. Quando hoje à tarde, vindo dum estranho e profundo silêncio instalado na capital e no país, se ouvir um estridente e sonoro gooooooooolo, eu embarcarei na felicidade colectiva, comemorando os feitos lusitanos, mas ao mesmo tempo, pensarei em ondas e surfistas que não estão a partilhar essa alegria quase geral, porque o mar, no seu imenso poder, lhes absorve os sentidos de toda e qualquer outra sensação, deixando-os entregues a uma alegria muito própria, proporcionada pelo prazer de estar no mar, difícil de descrever, mas nem por isso menos intensa que outras, mesmo quando partilhadas simultaneamente por quase todos!

segunda-feira, 19 de junho de 2006

Os responsáveis...


Há cerca de um mês atrás um amigo meu, um dos responsáveis por eu ser (ou pretender ser) surfista, enviava-me uma foto que mostrava o que tinha sido para ele um grande dia de surf, aquela foto, daquela onda, que nos faz sorrir cada vez que pensamos nela. Lembro-me que na altura o questionei, se algum dia iria ter uma foto daquelas, ou mesmo não tendo, se iria conseguir ultrapassar todos os meus medos do mar e sentir o mesmo...sorrir estupidamente porque fiz "aquela" onda!

Tenho a sorte de ter outro amigo, responsável também por esta minha nova aventura, que vai registando os momentos inesquecíveis pelos quais tenho passado no mar....e foi ele que registou esse momento. Apesar de não parecer, o mar para mim merecia respeito, mas eu com a furia de querer vencer esta barreira, de querer fazer mais e melhor, aventurei-me e consegui ter aquele que foi o meu dia de surf! :) Acredito (e já tive a prova) de que muitos outros dias virão, iguais e melhores que este...mas este foi especial, porque foi o primeiro...

Outro dos responsáveis, o responsável pela minha evolução, afinal é ele que me ensina, quase diariamente, como fazer mais e melhor, é o meu professor, que nesse dia me disse "Hoje brilhas-te em S. Torpes"...

A onda só eu a posso sentir, só eu a relembro, mas o registo desse momento orgulho-me de partilhar com todos...